Quanto custa criar um site para empresa em 2026? As faixas reais, sem enrolação
Landing page, site institucional ou plataforma com área logada: o que cada faixa de preço entrega de verdade, o que encarece o projeto e como comparar propostas sem cair na armadilha do mais barato.

"Quanto custa criar um site?" é a primeira pergunta de todo empresário — e a que nenhum fornecedor sério responde no primeiro minuto de conversa. Não é falta de transparência: é que a pergunta, do jeito que foi feita, equivale a perguntar quanto custa um carro. Hatch zero-quilômetro e caminhão-baú são a mesma categoria e têm preços que diferem em uma ordem de grandeza.
O que dá para responder com honestidade é quanto custa cada tipo de site, o que entra em cada faixa e quais decisões suas empurram o preço para cima ou para baixo. Com isso na mão, você passa a comparar propostas pelo que elas entregam, e não pelo número no rodapé do PDF.
Site não é despesa de marketing nem enfeite de CNPJ. É o único vendedor da sua empresa que trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana, sem comissão e sem folga.
O que você está comprando quando compra um site
Quase todo orçamento de site é vendido em páginas — "site de cinco páginas", "site de dez páginas". É a métrica errada, e ela explica boa parte das frustrações do setor. O que você compra, na prática, são cinco coisas:
- Estratégia — a decisão sobre quem é o visitante, o que ele precisa entender em cinco segundos e qual ação você quer que ele tome;
- Conteúdo — textos, fotos, provas e números que sustentam a promessa;
- Design e código — a interface que carrega rápido, funciona no celular e não quebra em navegador nenhum;
- Fundação técnica — indexação no Google, velocidade, segurança, medição, LGPD;
- Continuidade — quem cuida disso daqui a seis meses, quando você quiser mudar algo.
Uma proposta barata costuma cobrar só pelo item três. É por isso que "o site ficou pronto" e "o site trouxe cliente" são eventos tão diferentes.
As faixas de preço praticadas no Brasil em 2026
As faixas abaixo refletem o que fornecedores formais praticam no mercado brasileiro — com contrato, nota fiscal e responsável técnico. Servem para calibrar expectativa e identificar propostas fora da curva, para cima ou para baixo. Nenhuma delas substitui um orçamento feito sobre o seu escopo.
Landing page única — de R$ 2.000 a R$ 8.000
Uma página, um objetivo, um botão. É o formato certo para validar uma oferta, sustentar uma campanha de anúncios ou colocar um negócio novo no ar rápido. Entrega bem quando o escopo é honesto: uma página, com formulário ou WhatsApp, medição instalada e nada mais.
Site institucional de 5 a 10 páginas — de R$ 7.000 a R$ 25.000
O padrão da pequena e média empresa: home, serviços, sobre, portfólio, contato e blog. A variação de preço dentro dessa faixa quase nunca é "mais páginas" — é design sob medida em vez de template, texto profissional em vez de texto do cliente, e fundação de SEO em vez de site bonito e invisível.
Site com conteúdo, SEO técnico e integrações — de R$ 20.000 a R$ 60.000
Aqui o site deixa de ser folder e vira canal de aquisição: arquitetura de conteúdo pensada para as buscas que geram negócio, blog com estratégia editorial, integração com CRM, WhatsApp, agenda ou ERP, painéis de medição. É a faixa de quem espera que o site pague a própria conta em leads — o raciocínio completo está no guia de como aparecer no Google.
Portal ou plataforma com área logada — a partir de R$ 50.000
No momento em que o visitante faz login, você não está mais comprando um site: está comprando software. Cadastro, permissões, dados de cliente, pagamentos e regras de negócio mudam a natureza do projeto e o custo segue outra régua, detalhada no guia de preço de sistema sob medida.

Os cinco fatores que mais mexem no preço
- Quem escreve o conteúdo. Texto e foto profissionais somam ao orçamento, mas conteúdo ruim derruba o resultado do site inteiro. É o item que mais gente corta e mais gente lamenta.
- Design sob medida ou template. Template resolve bem para quem precisa estar no ar; identidade própria se justifica quando a marca é parte da venda.
- Integrações. Cada sistema que o site precisa conversar — CRM, ERP, meio de pagamento, WhatsApp, sistema de agendamento — é um projeto pequeno dentro do projeto.
- Regras de negócio. Simulador, calculadora, área do cliente, catálogo com filtros: tudo isso é software, não conteúdo.
- Prazo apertado. Encurtar o cronograma pela metade não corta o trabalho pela metade — só aumenta o preço e o risco.
Os custos que somem da proposta e aparecem depois
- Domínio — de R$ 40 a R$ 120 por ano no registro .com.br, renovação anual e inegociável;
- Hospedagem — de gratuita a algumas centenas de reais por mês, dependendo de tráfego e recursos;
- E-mail profissional — cobrado por caixa, por mês;
- Manutenção e segurança — atualizações, backup, monitoramento; costuma ficar entre 10% e 20% do valor do projeto por ano;
- Evolução — o site que nunca muda envelhece rápido, e conteúdo novo é o que sustenta posição no Google.
Peça esses cinco itens explicitamente em toda proposta. Fornecedor que não fala deles não está sendo mais barato — está sendo menos completo.
A conta que realmente importa
Comparar sites por preço de tabela é o mesmo erro de comparar orçamentos de obra pelo valor global: esconde o que interessa. A conta útil é custo por cliente conquistado.
Um site de R$ 15.000 que traz três oportunidades qualificadas por mês custa, no primeiro ano, algo como R$ 420 por oportunidade — e cai todo mês seguinte, porque o investimento já foi feito. Um site de R$ 3.000 que não é encontrado por ninguém custa R$ 3.000 divididos por zero. Não existe barato quando o denominador é zero.
Como comparar três propostas sem se perder
- Peça o escopo item a item, não o valor global: páginas, integrações, conteúdo, prazos;
- Pergunte quem escreve os textos e quem fornece as imagens;
- Exija clareza sobre propriedade: domínio, código e conteúdo precisam ficar no seu nome;
- Confirme o que acontece depois da entrega: manutenção, suporte, tempo de resposta e preço da hora avulsa;
- Peça para ver sites no ar feitos pelo fornecedor e teste você mesmo no celular, com dados móveis;
- Compare fundação técnica: velocidade, indexação, medição instalada, conformidade com a LGPD.
Se quiser aprofundar a escolha do fornecedor, o checklist de 12 perguntas antes de assinar foi escrito exatamente para essa conversa.
Perguntas frequentes
Dá para fazer sozinho em um construtor de sites e economizar?
Dá, e para alguns negócios é a decisão certa no primeiro ano. O que a conta costuma esquecer é o seu tempo: entre aprender a ferramenta, escrever o conteúdo e ajustar o layout no celular, o "grátis" consome semanas que valem mais que o orçamento economizado.
Quanto tempo leva para o site ficar no ar?
Uma landing page bem escopada sai em uma a duas semanas; um site institucional, em três a seis; projetos com integração e área logada levam meses. O detalhamento das etapas está no guia de prazos e etapas de um projeto digital.
Preciso pagar mensalidade para sempre?
Domínio e hospedagem, sim — são a conta de luz do site. Manutenção é opcional no contrato, mas não na prática: site sem atualização acumula falha de segurança e perde posição.
O site aparece no Google sozinho?
Não. Ele precisa ser indexável, rápido, responder a uma busca real e ganhar confiança com o tempo. Como isso funciona está no guia de como aparecer no Google sem pagar anúncio.
E se o que eu preciso for um sistema, não um site?
Aí a régua é outra. Comece pelo guia de preço de sistema sob medida e pela decisão entre sistema pronto e sob medida.
O resumo de quem contrata bem
Preço isolado não diz nada. Escopo aberto, propriedade clara, fundação técnica e um plano de continuidade dizem tudo — e são exatamente o que separa o site que vira ativo do site que vira arrependimento.
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